O EVEx – Energy Virtual Experience Brasil 2026 chegou ao fim, nessa quinta-feira (02), em João Pessoa, após um segundo dia de debates sobre o futuro da matriz energética. Durante os dois dias de evento, lideranças públicas e privadas, especialistas e representantes de instituições do Brasil, de Portugal, da Espanha e de outros países ibero-americanos estiveram reunidos para discutir a transição energética do país.
A programação do segundo dia do EVEx foi aberta com o painel "O Ritmo do Futuro: Desafios Globais de ESG e Transição entre Dois Continentes", que discutiu os pontos de convergência entre as agendas de sustentabilidade do Brasil e de Portugal. Na sequência, o painel "O Movimento Digital: IA, Redes Inteligentes e a Escalada dos Data Centers Sustentáveis" reuniu autoridades para debater os impactos da inteligência artificial e da digitalização sobre o setor elétrico, com a presença do ministro-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho.
Em seguida, o painel "O Pulsar do Nordeste: Protagonismo, Inovação e o DNA Paraibano na Vanguarda Energética", moderado pelo próprio CEO e fundador do EVEx, Caio César Cavalcanti, reuniu representantes da Itaipu Binacional, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e da Associação Nacional das Entidades Representativas de Energias Renováveis (ANER) para discutir o papel da Paraíba e do Nordeste na consolidação da nova matriz energética brasileira.
No painel, o diretor financeiro executivo da Itaipu Binacional, André Pepitone, apresentou a nova fase da usina, marcada por investimentos em inovação e transição energética. Ele destacou que, após a quitação da dívida de construção da usina, em 2023, a Itaipu passou a ampliar sua atuação para além da geração hidrelétrica tradicional, investindo em novas tecnologias e soluções sustentáveis, entre elas: o desenvolvimento de iniciativas em hidrogênio de baixo carbono, a expansão da geração solar flutuante no reservatório da usina e a comercialização dos Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-REC), que inserem a empresa na economia verde. "Continuamos produzindo energia limpa e renovável, mas hoje também desenvolvemos soluções que unem inovação, sustentabilidade e benefícios concretos para a sociedade", afirmou.
O período da tarde marcou um dos principais marcos da edição: pela primeira vez, o Fórum CCEE integrou a programação do EVEx, com o bloco "Fórum CCEE – Abertura e Ritmo do Novo Mercado". Como parte do Fórum, foram realizados os painéis "Caminhos para a Abertura Total: Uma Construção Coletiva entre CCEE, Comercializadores e Consumidores" e "Segurança de Mercado e Resiliência Financeira: Fortalecendo os Mecanismos de Monitoramento", aprofundando as discussões sobre a ampliação do mercado livre de energia e os mecanismos de segurança que sustentam essa transformação. A programação técnica foi encerrada com o painel "Certificação e Rastreabilidade: A Viabilização do Hidrogênio Verde", que discutiu os desafios regulatórios e tecnológicos para consolidar o hidrogênio verde como vetor estratégico da transição energética ibero-americana.
"Foram dois dias discutindo segurança energética, armazenamento, diversidade da matriz, investimentos, minerais críticos, cooperação contra a pobreza energética, inteligência artificial, protagonismo do Nordeste e a abertura do mercado livre. Poucos eventos no país conseguem reunir uma agenda tão completa e, ao mesmo tempo, tão conectada com a realidade de quem está à frente dessas transformações. Trazer o EVEx para João Pessoa comprovou que a Paraíba tem plenas condições de sediar um debate desse porte, com a qualidade e a relevância que o setor energético ibero-americano exige", afirmou o CEO e fundador do EVEx, Caio César Cavalcanti.
