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Cultura

Paraibano Toninho Miranda assina figurinos do ECCO by LightWire no Rock in Rio 2026

Publicado em 25/08/2026 às 09:15
Por Redação

No ECCO by LightWire, espetáculo sensorial e imersivo que estreia no Rock in Rio 2026, a natureza não aparece apenas como cenário. Ela se transforma em som, movimento, luz, tecnologia e, principalmente, em corpo. E é nesse universo que está o trabalho e talento do figurinista paraibano Toninho Miranda, responsável pela criação e confecção dos figurinos desenvolvidos especialmente para o projeto. A participação no ECCO marca a estreia de Toninho como responsável por uma criação autoral dentro de uma das maiores plataformas de entretenimento do país. Há sete anos, ele participava do festival como assistente ou camareiro. Em 2026, a Miranda Figurino,empresa do figurinista, consolida uma trajetória que, nos últimos anos, vem ganhando projeção no eixo Rio-São Paulo e abre um divisor de águas na carreira do artista.

Há sete anos, Toninho alimentava o desejo de ocupar esse espaço profissional no festival. Receber o convite para ser o figurinista responsável e conceber e materializar suas próprias ideias, para ele, foi um marco. “Eu sempre tive esse desejo de chegar a um lugar como esse. Foram anos trabalhando, aprendendo, observando, acompanhando grandes projetos e na expectativa que, em algum momento, eu estaria à frente de uma criação minha. O ECCO chega como esse momento. É uma oportunidade enorme e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade muito grande, na qual eu mergulhei de corpo e alma”, afirma Toninho.



E esse mergulho criativo começou em março, com as primeiras reuniões entre as equipes. Foram aproximadamente seis meses de dedicação praticamente exclusiva ao projeto. “O ECCO exigiu entrega total. Foi um trabalho de criação em que eu precisava ter liberdade para errar. Eu queria poder testar, desmontar, refazer e descobrir o que funcionava”, conta.



O grande desafio, segundo Toninho, foi compreender que aqueles figurinos não poderiam ser pensados apenas como roupas. “No ECCO, tecnologia, música, iluminação e performance estão completamente integradas. Os figurinos precisam dialogar com o corpo dos artistas, com a movimentação, com a luz, com o LED, com as projeções e com a própria dramaturgia do espetáculo. Cada personagem representa uma manifestação da natureza: a raiz, o fogo, o ar, a floresta, a ancestralidade e a água. E cada conceito desses precisou encontrar uma tradução física e isso, ao mesmo tempo que me exigiu, me desafiou e gosto de desafios”, destaca.



Nesse processo criativo e imersivo, Toninho começoua pensar: como é que ele transformaria o ar em roupa, uma raiz em roupa, o fogo em uma roupa. “E a partir daí, o material começou a ser tão importante quanto o desenho”, explica o figurinista. O resultado foi o surgimento de uma coleção de peças pensadas para acompanhar o movimento e, ao mesmo tempo, fazer parte da experiência visual do espetáculo. “Eu usei técnicas artesanais, diferentes texturas, volumes, materiais e elementos tecnológicos para criar uma estética que precisa funcionar tanto parada quanto em movimento”, afirma.



A proposta do espetáculo, desenvolvido em parceria com a LightWire, é criar uma experiência sensorial inédita, na qual diferentes linguagens artísticas se encontram para transportar o público para um universo inspirado na natureza. E, nesse encontro entre natureza e tecnologia, os figurinos cumprem uma função que vai muito além de vestir os artistas: eles ajudam a contar a história. “Olha quanta responsabilidade recaiu sobre meu processo criativo”, reitera Toninho.



Se o ECCO representa uma conquista profissional, para Toninho existe ainda uma dimensão afetiva que torna esse momento especialmente significativo: levar a Paraíba consigo para um dos maiores festivais de música e entretenimento do mundo porque Campina Grande, cidade onde nasceu e construiu as primeiras referências de sua trajetória artística, permanece presente em sua maneira de criar. “Eu sou muito ligado à Paraíba. Campina Grande é minha raizmuito de lá trago na minha maneira de olhar as coisas e até na forma como eu trabalho. Eu levo a Paraíba comigo e estar no Rock in Rio, assinando uma criação minha, é também uma forma de mostrar que existe talento, criatividade e potência criativa vindo do Nordeste e de nosso Estado”, destaca.

 

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