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Cibersegurança 2025: como a IA Generativa e os ataques a infraestruturas críticas vão redefinir o jogo

Publicado em 12/12/2024 às 15:09
Por Redação

Crescentes vulnerabilidades das tecnologias operacionais (OT) exigem regulamentações e defesas mais robustas, aponta o Laboratório de Pesquisa da ESET, empresa especializada em segurança digital


A cibersegurança segue como uma das principais preocupações para governos, empresas e indivíduos no mundo conectado. Em 2024, ataques como ransomware, o uso de Malware as a Service e a adoção de plataformas como Telegram para atividades criminosas moldaram o cenário de ameaças digitais. Para 2025, especialistas do Laboratório de Pesquisa da ESET, empresa especialista em detecção proativa de ameaças, projetam que tecnologias como inteligência artificial generativa e sistemas de tecnologia operacional (OT) estarão no centro das discussões, demandando novos esforços de proteção e regulamentação.


“Acreditamos que 2025 será marcado pela crescente necessidade de proteção dos sistemas OT (Tecnologia Operacional), essenciais para infraestruturas críticas. Além disso, o uso malicioso da IA generativa representará novas ameaças. Essas questões estão ligadas a desafios legais e éticos que demandam regulamentações mais claras e eficazes”, afirma Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da ESET Brasil.


Usos da IA Generativa

A Inteligência Artificial Generativa é amplamente utilizada em diferentes indústrias, destacando-se por sua capacidade de criar conteúdo, como textos, imagens, vídeos, músicas e até vozes. Essa tecnologia tem contribuído para melhorar a criatividade e a eficiência em diversos setores. No entanto, os cibercriminosos também a utilizam para fins maliciosos, como a criação de deepfakes e a automação de ataques cibernéticos. 


Além disso, é possível acessar algoritmos de código aberto, adaptá-los, modificá-los e utilizá-los para diferentes propósitos. A possibilidade de automatizar tarefas, criar ou aprimorar códigos maliciosos e planejar campanhas torna essa tecnologia atraente até mesmo para criminosos menos experientes.


De acordo com o relatório Influence and Cyber Operations: an Update, publicado pela OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, cibercriminosos têm utilizado modelos de inteligência artificial para realizar tarefas em etapas intermediárias de ataques, como a depuração de códigos maliciosos, investigação de vulnerabilidades críticas, aprimoramento de phishing, criação de imagens e comentários falsos, entre outras.


“Podemos esperar para 2025 a continuidade do uso da IA generativa para aprimorar campanhas de engenharia social, o desenvolvimento de códigos maliciosos, o possível abuso de aplicativos que utilizam algoritmos de IA de código aberto e, claro, a sofisticação de deepfakes e sua interação com a realidade virtual”, acrescenta Barbosa.


Desafios legais e éticos da IA

Com o crescimento da IA generativa e seu potencial uso malicioso, surgem desafios legais e éticos que ainda não foram enfrentados adequadamente. Entre eles estão questões como quem é o responsável pelos atos da IA, quais limites devem ser impostos ao seu desenvolvimento e qual órgão seria competente para julgá-los. 


Daniel Barbosa observa que a regulamentação internacional sobre o tema é incipiente, mas algumas iniciativas já se destacam, como o Ato de IA da União Europeia (em vigor desde 2023), que visa garantir ética, transparência e proteção de direitos humanos, abordando a IA com base em riscos e classificando algoritmos conforme sua periculosidade. Nos EUA, diretrizes voltadas para o uso seguro dessa tecnologia têm avançado, como o decreto nacional assinado em 2023.


Na América Latina, enquanto a maioria dos países conta com decretos pontuais sobre IA, apenas o Peru possui uma legislação específica. O Parlatino (Parlamento Latino-americano e Caribenho), composto por comissões dos parlamentos dos países da região, propôs em abril um modelo de lei que pode inspirar legislações regionais.


“Para 2025, esperamos uma análise mais rigorosa sobre algoritmos e modelos de IA, com foco em garantir transparência e clareza, assegurando que suas decisões possam ser entendidas pelas pessoas. Isso deve estar alinhado à proteção de dados e à privacidade no uso da IA, além de avanços em regulamentações de cibersegurança e cooperação internacional”, afirma o pesquisador da ESET Brasil.


Sistemas de Controle Industrial ou Tecnologia Operacional (OT)

Os sistemas de tecnologia operacional (OT), usados no controle de processos industriais e infraestruturas críticas, como energia e abastecimento de água, também devem receber maior atenção no próximo ano. Eles gerenciam equipamentos como PLCs (Programmable Logic Controllers) e SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition Systems), sendo sua principal função a automação de processos.


A digitalização e conectividade desses sistemas os tornam alvos vulneráveis para ciberataques. Já foram observados códigos maliciosos, como o “Aurora”, um teste do governo dos EUA que mostrou que um ataque cibernético pode causar danos físicos a geradores de energia, e “Blackenergy, Industroyer”, usados na Ucrânia para atacar redes elétricas. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) considera a segurança desses sistemas uma prioridade e atualiza regularmente suas diretrizes de proteção.


Em 2025, a segurança em OT será ainda mais relevante devido à conectividade dos dispositivos, à grande quantidade de dados coletados e à importância desses sistemas para infraestruturas críticas. Ataques a essa tecnologia podem causar grandes danos, tornando-a atrativa para criminosos.


“Essas são as tendências que acreditamos que dominarão a cibersegurança no próximo ano: um cenário desafiador com o aumento do uso malicioso da IA generativa, demandando adaptação de defesas e avanços em marcos legais. Além disso, ataques a infraestruturas críticas permanecerão uma preocupação central, exigindo maior proteção de sistemas OT, dada sua interconexão e papel essencial em setores estratégicos”, conclui Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da ESET Brasil.


Sobre a ESET

A ESET® oferece segurança digital de ponta para prevenir ataques antes que eles aconteçam. Ao combinar o poder da IA e da experiência humana, a ESET® permanece à frente das ameaças cibernéticas conhecidas e emergentes, protegendo empresas, infraestruturas críticas e indivíduos. Quer se trate de proteção de endpoint, nuvem ou dispositivos móveis, suas soluções e serviços nativos de IA e baseados em nuvem são altamente eficazes e fáceis de usar. A tecnologia ESET inclui detecção e resposta fortes, criptografia ultra segura e autenticação multifator. Com defesa em tempo real 24 horas por dia, 7 dias por semana e forte suporte local, mantém os usuários seguros e os negócios funcionando ininterruptamente. Um cenário digital em constante evolução exige uma abordagem progressiva à segurança: a ESET® está comprometida com pesquisas de classe mundial e inteligência poderosa sobre ameaças, apoiada por centros de P&D e uma forte rede global de parceiros. Para mais informações, visite https://www.eset.com/br/ ou siga-nos no LinkedIn, Facebook e Twitter.

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