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Ideias Positivas

JP: mãe aposta no dom da filha e abre doceria após sucesso no delivery

Atualizada em 17/01/2022 às 13:22
Por Richelle Bezerra

“Hora Doce” teve o dobro de crescimento na quarentena provocada pelo novo coronavírus, estimulando as empreendedoras a abrirem a loja física


Em outubro de 2019, Regilene Maria Pontes de Almeida, de 44 anos, ficou desempregada. Após anos de experiência como assistente social, gerente de recursos humanos de uma multinacional e consultora de vendas de uma seguradora se viu na obrigação de voltar a distribuir currículos e fazer contatos no mercado. O foco na área a impedia de ver o que estava ali, em casa, com possibilidades de crescimento e lucratividade. É que a filha de Regilene, Jessyka Rayssa, de 25 anos, desenvolveu o dom da culinária e fazia bolos para ter uma renda própria. Mãe e filha não sabiam que aquele era o início de um negócio empreendedor que iria transformar as suas vidas.   


“Enquanto eu procurava emprego, Jessyka continuava a fazer bolos e vender para complementar a renda dela. Depois de algumas semanas, ela mesma sugeriu investir no negócio. Foi quando tive um estalo”, lembra Regilene. A produção continuou no apartamento onde moram, atendendo a amigos e familiares, inicialmente. “A cada pedido, víamos o desafio de pesquisar, estudar e fazer o melhor para atender às expectativas. Assim, além dos bolos, começamos a fazer outros tipos de doces”, destaca.


Quando a pandemia ficou mais forte e surgiu a necessidade de se realizar uma quarentena obrigando grande parte da população a ficar em casa, Regilene e Jessyka intensificaram a divulgação dos doces pelas redes sociais. “Como as pessoas estavam mais em casa e com vontade de diversificar o que comiam, investimos ainda mais nos produtos e na divulgação pelo Instagram”, falou Jessyka. Resultado: os pedidos deram um salto gigantesco, quase dobrando o número de vendas. O apartamento já começava a ficar pequeno para tanta produção.


À esquerda, como começou a exposição dos produtos. À direita, a concretização da loja física.


Naquele momento, mais ou menos no último mês de julho, mãe e filha já produziam bolos de chantininho, cones trufados, brownies, donuts, coxinhas de chocolate e até salgados. “Como nós mesmas fazíamos tudo, da produção à entrega, percebíamos que já estava ficando difícil dar conta de todas as atribuições”, falou Jessyka, ressaltando que, algumas vezes, também contava com o auxílio do noivo, Wallysson.


Em agosto deste ano, Regilene decidiu investir, ainda mais, no negócio e vendeu o carro que possuía para comprar mais equipamentos e dar outro passo importante nessa história: a criação de uma loja física. “O apartamento já não comportava a produção e os pedidos só aumentavam. Isso foi o que nos motivou a abrir um ponto comercial físico”, disse. A loja “Hora Doce” foi aberta no último dia 07/11, no bairro de Quadramares, em João Pessoa.


Agora, mãe e filha, que realizaram alguns cursos de culinária para aperfeiçoar os conhecimentos, se preparam para estudarem juntas o Curso Superior de Gastronomia. “Jessyka vai começar primeiro e eu, como vou aproveitar algumas disciplinas, entrarei no segundo período com ela. Vamos concluir juntas, se Deus quiser!”, falou Regilene emocionada.


Saiba mais: https://www.instagram.com/horadoce.confeitaria/


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