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Empreendedorismo

Mês do empreendedorismo feminino: as histórias das mulheres que nos inspiram

Publicado em 26/11/2024 às 14:24
Por Redação

No Mês Internacional do Empreendedorismo Feminino, cinco mulheres empreendedoras compartilham como conquistaram seu espaço no mercado da beleza, transformando desafios em oportunidades para criar negócios que impactam


Professora de História em uma escola no interior do Ceará, Tarcinha Barbosa, de 38 anos, mudou o rumo da sua vida na pandemia, quando tomou a decisão de investir no próprio negócio. Nascida na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, a ex-diarista Vera Marcelino, de 48 anos, passou um ano juntando suas economias para fazer uma aposta profissional e se tornar a sua própria chefe. Antes de dar o passo de abrir um salão para chamar de seu, a paulistana Kárita Luize, de 42 anos, se matriculou em cursos de capacitação. Já Camila Chaves, de 30 anos, e Tiza Ribeiro, de 57, integram a segunda e terceira geração de uma família de mulheres empreendedoras de Uberaba, em Minas Gerais.


O que Tarcinha, Vera, Kárita, Camila e Tiza têm em comum? Vontade para empreender. São mulheres que superaram os desafios do preconceito de gênero e da falta de apoio para exercer o papel de líderes, que foi celebrado, na última terça-feira (19), Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino.


Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014, a data completou uma década neste ano. E, para refletir sobre a relevância desse tema, o Grupo Boticário ressalta a importância dessas mulheres no cenário econômico brasileiro, atuando como um apoiador e incentivador de empreendedoras no mercado de beleza. “Temos muito orgulho de ser uma alavanca para que a mulher brasileira possa empreender, conquistar seu espaço e sua independência financeira. Esse movimento está em nosso DNA e em nosso propósito de criar oportunidades para transformar a vida das pessoas por meio da beleza”, reforça a vice-presidente de consumer do Grupo Boticário, Renata Gomide.


De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) – pesquisa realizada em parceria com o Sebrae desde o ano 2000 e conduzida pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe) desde 2022 –, o Brasil é o sétimo país com maior número de empreendedoras mulheres.


O estudo tem como objetivo entender de forma mais profunda o papel do empreendedorismo no desenvolvimento econômico e social no mundo. Entre os dados divulgados pela pesquisa, dos 52 milhões de empreendedores existentes no país, 32 milhões são mulheres; 49% das empreendedoras mulheres são chefes de família; e 40% dessas mulheres pretendem abrir de uma a cinco vagas de emprego. Por outro lado, o estudo mostra que mulheres empreendedoras têm uma renda 20% menor em seus negócios (em relação ao público masculino) e que 24% já sofreram algum preconceito por serem mulher. Apesar desse cenário, são elas que lideram o panorama do empreendedorismo no país.


Mulheres que inspiram

Professora de História em uma escola no interior do Ceará – na qual recebia um salário mínimo por mês –, Tarcinha Barbosa, de 38 anos, sentiu o vazio de ficar fora da escala dos educadores durante a pandemia. A porta fechada não a abalou. Ao contrário, foi um incentivo para ela se reinventar e descobrir a vocação para revender produtos das marcas de consumo do Grupo Boticário. Na época, ela lembra, começou a fazer lives que geraram a renda necessária para empreender.


“Hoje eu me sinto a dona e proprietária do meu próprio negócio. E realmente sou. Sou a marca da minha empresa”, revela Tarcinha, que atua como revendedora de produtos do Grupo Boticário. A empreendedora é otimista sobre o caminho que está construindo. “Somos gigantes”, vibra Tarcinha sobre o mercado de empreendedorismo feminino no Brasil. A ex-professora aumentou a sua renda em dez vezes e tem planos de investir na reforma de sua casa e na educação dos filhos.


A ex-diarista e ex-confeiteira Vera Marcelino, de 48 anos, também transformou um baque em um novo capítulo de sua trajetória profissional. No seu caso, foi um divórcio que a motivou a juntar dinheiro durante um ano (como diarista) para abrir o próprio salão de beleza. “Me tornei a mulher que eu admirava”, resume ela, que, após a separação, se tornou parceira da linha Truss Professional do Grupo Boticário.


Fonte: Notícia Negócios

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