João Pessoa encerrou 2025 como a capital nordestina com o maior crescimento percentual no estoque de empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O avanço de 7% no total de vínculos com carteira assinada posiciona a capital paraibana à frente de outras capitais da região e consolida um ciclo contínuo de expansão do mercado de trabalho que já se estende por cinco anos, um indicativo direto do aquecimento do ambiente de negócios local.
Ao longo do ano, foram criados 14.892 novos postos formais em João Pessoa, o que representa quase metade de todas as vagas geradas na Paraíba no período (31.043). O setor de serviços liderou esse movimento, com 13.953 contratações líquidas, seguido pelo comércio, responsável por 1.361 vagas. O desempenho acompanha a dinâmica nacional, que registrou saldo positivo de 1,27 milhão de empregos em 2025.
Para o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest), João Bosco, os números refletem uma estratégia municipal voltada à atração de investimentos e à melhoria das condições para empreender. Segundo ele, a capital vem consolidando um ecossistema mais previsível e eficiente para quem deseja abrir ou expandir negócios, com processos mais ágeis, menor rotatividade de mão de obra e maior longevidade das empresas.
No acumulado dos últimos cinco anos, João Pessoa soma 62.759 novas vagas com carteira assinada, crescimento de 38,08% no estoque total de trabalhadores. O índice coloca a cidade entre os três maiores desempenhos do país nesse recorte, reforçando a leitura de que a expansão do emprego formal acompanha o amadurecimento econômico local.
Os dados do Caged também evidenciam uma concentração regional da geração de empregos na Paraíba. Cinco municípios, João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, responderam por 76% das contratações líquidas do estado em 2025, sinalizando polos de maior dinamismo econômico e capacidade de absorção de investimentos.
Apesar do resultado anual positivo, dezembro seguiu o padrão histórico de retração no mercado formal. O Brasil registrou fechamento de 618.164 postos no mês, reflexo de fatores sazonais como o encerramento de contratos temporários. Na Paraíba, o saldo foi negativo em 2.684 vagas, sendo 1.238 em João Pessoa, com maior impacto nos setores de serviços e construção civil.
De acordo com a Sedest, no caso da construção civil, além da sazonalidade, houve influência de um cenário jurídico que trouxe cautela ao setor. A expectativa é de retomada do ritmo de contratações ainda no primeiro trimestre, acompanhando a normalização regulatória e a continuidade de projetos imobiliários e de infraestrutura.
Crescimento do emprego formal das capitais do Nordeste (2025)
1º João Pessoa (PB): 7,00%;
2º São Luís (MA): 6,07%;
3º Salvador (BA): 4,57%;
4º Teresina (PI): 4,29%;
5º Recife (PE): 4,10%;
6º Aracaju (SE): 3,88%;
7º Maceió (AL): 3,34%;
8º Natal (RN): 3,04%;
9º Fortaleza (CE): 2,53%.
O desempenho de João Pessoa reforça a percepção de um mercado em expansão, com impacto direto na geração de renda, na atração de empresas e na consolidação da capital como um dos principais polos de crescimento econômico do Nordeste, um cenário que interessa diretamente a empreendedores, investidores e gestores atentos às oportunidades regionais.
Positiva Comunicação com informações da Sedest
