A presença da internet nas campanhas eleitorais se consolidou como central na disputa política. Para 2026, o uso da inteligência artificial (IA) ganha espaço, mas exige atenção rigorosa às regras da Justiça Eleitoral.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conteúdos gerados por IA, como imagens, áudios e vídeos, serão permitidos, desde que tragam identificação clara de que foram manipulados, incluindo a indicação da tecnologia utilizada. Para a advogada Ludmilla Ferreira Duailibe, o cenário exige responsabilidade. “A inteligência artificial amplia o alcance das campanhas, mas seu uso inadequado pode comprometer a lisura do processo eleitoral”, destaca.
O descumprimento pode resultar em multas e até cassação de candidaturas. Em casos de suspeita, a Justiça Eleitoral poderá exigir a comprovação da veracidade do conteúdo, sob risco de remoção.
As restrições aumentam no período crítico: nas 72 horas antes e nas 24 horas após o pleito, fica proibida a divulgação de novos conteúdos com IA envolvendo candidatos. Também são vedados deepfakes ofensivos e conteúdos que envolvam assédio, bullying ou violência de gênero, sujeitos a sanções eleitorais e penais.
Diante dessas mudanças, o uso da tecnologia nas campanhas eleitorais passa a exigir não apenas estratégia digital, mas também atenção redobrada às normas jurídicas. “O uso estratégico da inteligência artificial deve estar aliado ao respeito às normas eleitorais, garantindo equilíbrio e transparência na disputa”, afirma o advogado André Felipi Santos Martins.
